Querido Sal,
Vejo esse clarão inicial da luz no sótão, como se salgasses o momento. As caixas e arrumos sem mais conseguirem brotar qualquer flor na superfície.
Os teus irmãos roubados do medo e de inconsciente estéril. Quantas noites devem ter sonhado em branco.
Felizmente, se me salgam a memória, surge-me sempre um flamingo rosado, posando como um pelourinho.
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