2018.07.08 - Insone

Querido Rosa,

Tenho andado em noites inquietas.
Sempre fui de um amor por abstracção.
Pela possibilidade.
Fugir na concretização.
Agora acordo para ver que não se manda mais no tempo.
Quer-se contar o muito, o pouco, o algum.
Agora acordo e querem dar corpo a linhas abstractas.
Para ninguém as transpor.

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