2018.05.13 – Lisboa

Querido Sal,

Pensei a sério nisto, que é o mesmo de não ter pensado em nada. Andei por aí.
Noutro dia, depois do café, disse-te que ia até ao castelo. Nada como elevar a mente por essa calçada acima. Meti-me lá pelas ameias a ver a cidade, a escutar as sirenes do S. José. E havia alguma coisa de urgente: Tu tens toda a razão, embora só te diga por escrito.
Falei-te noutros que saíram daqui, as cidades da Europa roubam-me pessoas maiores que quarteirões. Se visses a cidade aqui de cima, vias como a mesma está vazia. Embora jure ter-te pressentido, metido nos assuntos de um beco, como quando proferiste amor por aquele triangulozinho de azulejo partido, aqui para os lados da Paz.
Não tenho grande fé em blogues, como outras vezes te disse. Menos ainda num que vão propósito contempla.
Por isso o fiz.
Nem que seja para que, nesses caminhos vicinais, abrandes o passo e te lembres de uma resposta que me deves.
Acabamos isto com uma pergunta?

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